Sou o homem dos mil versos
das riminhas,
dos provérbios.
Sou moleque de palavras quebradas,
inventadas, foragidas...
corrompidas ao meu bel’prazer!
Sou o que tudo fala
e nada diz,
o que sempre está a procura...
Enfim, apenas mais um poeta ruim,
neste mundo que Platão pré-viu.
Sou um homem que não cresceu,
um velho, ainda novo,
um jovem cansado da vida.
– Sou um homem – como Fabiano,
de Graciliano.
Sou sem-graça! Sem-teto! Sem-jeito!
Afinal, sou o tal homem dos mil versos,
e quem encontrar algum que preste
neste universo de disparates,
que um dia me contrate,
ou me expulse da cidade.
João F. A. Cunha
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
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