Se me visse como poeta
e não assim tão poesia,
certamente dormiria em si esta alegria
de me ter em suas mãos.
Se você não mais me olhasse
entre essas linhas,
repararia em pouco tempo meus detalhes...
corriqueiros destemperos,
que costumo apagar.
E num piscar
acordaria com palavras menos sórdidas,
e com as mais... se chocaria!
Se deixasse de-solar-se
pelo brilho das tristezas
que carrego em minha íris,
circundadas de amor...
"Não te olvides"
que ali enxergaria
a escuridão retida em mim.
E nas lágrimas talhadas
pelas poucas pobres rimas,
refletiria...
dolorida demais pra espiar
meus pluriversos em você.
João F. A. Cunha
domingo, 16 de agosto de 2009
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